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Ordem do dia no trigésimo terceiro aniversário do Batalhão de Polícia Militar Ambiental

Escrito por Fabio Augusto | Criado: Quinta, 10 de Junho de 2021, 16h01 | Última atualização em Quinta, 10 de Junho de 2021, 16h27 | Acessos: 147

 

Ao completar 33 (trinta e três) anos de existência, o atualmente denominado Batalhão
de Polícia Militar Ambiental - BPMA teve sua origem na Companhia de Polícia Florestal, criada pelo
Decreto nº 11.124 de 10 de junho de 1988 a pedido do extinto IBDF, tendo seu funcionamento no
Parque Nacional de Brasília e possuindo como base de apoio um Próprio Nacional Residencial (PNR)
daquele mesmo órgão. Tal criação se deu juntamente ao PATAMO, a ROCAN e o Rodoviário. A equipe
florestal era composta pelo Comandante, o então 1º Tenente Adauto Gama, nomeado em 1º de julho
de 1988, Aspirante-a-Oficial Moretto e mais 12 (doze) policiais militares oriundos do Regimento de
Polícia Montado Coronel Rabelo da PMDF, entre eles o Sargento Arcanjo Rodrigues Lopes, sendo este o
Chefe do Destacamento. Este efetivo foi ampliado para 18 (dezoito) policiais militares. No dia 13 de
março de 1989, a sede da Companhia de Polícia Florestal sai do Parque Nacional de Brasília e se muda
para a quadra 408, conjunto 01, casa 01 e 02, Samambaia – DF. Tal mudança se deu por motivos
administrativos, em virtude da mudança da direção daquele Parque.

Após terem sido deslocados para o assentamento conhecido como Vila Roriz em
Samambaia, a atividade de policiamento ostensivo florestal ficou prejudicada, onde a equipe atuava no
enfrentamento de crimes do cotidiano de segurança pública, como: vias de fato, embriaguez e
perturbação da ordem, entre outros exceto os crimes ambientais.

Somente em 24 de agosto de 1990 que a Polícia Florestal é reativada com a nomeação do
Capitão QOPM Ruy Sampaio Silva para assumir seu Comando. Na mesma época, a Diretoria de Ensino
aprova o plano do 84º Curso de Formação de Soldados (CFSD) a funcionar conjuntamente na CPFlo e no
4º BPM, no período de 16 de julho a 21 de dezembro de 1990. Os policiais militares formados naquele
Curso seriam lotados naquela Companhia Florestal reativada já nas instalações do antigo Núcleo de
Custódia, local até hoje ocupada por este Batalhão. Foram realizados ainda mais 02 (dois) outros
Cursos de Formação, em 1991 e 1992.

Após este período, foram retomadas as operações ambientais e iniciaram as
capacitações ambientais específicas, bem como tiveram o início das atividades de educação ambiental.
Em 25 de janeiro a 06 de fevereiro de 1993, nasce o embrião da Educação Ambiental na CPFlo, quando
ocorreu a primeira colônia de férias e o público-alvo seria de aproximadamente de 50 (cinquenta)
crianças com faixa etária de 08 a 13 anos de idade.

No período de 23 de setembro a 07 de outubro de 1994, a então Secretaria do Meio
Ambiente, Ciência e Tecnologia do Distrito Federal (SEMATEC) realizou, nas instalações da Companhia
Florestal, o primeiro Curso de Educação Ambiental. O referido Curso formou 05 (cinco) Oficiais e 19
(dezenove) Praças. Desses Policiais Florestais formados, alguns deles viriam a trabalhar posteriormente
com a atividade de Educação Ambiental como, por exemplo, o Soldado José Antônio, que possuía
formação civil prévia teatral e seria, portanto, uma pessoa importante na elaboração do texto/roteiro
do Grupo Teatro Ecologia em 1997. O líder desse grupo embrionário era o então 2º Tenente Reginaldo
de Souza Leitão, e também faziam parte os seguintes policiais militares: 3º Sgt Manoel do Bom Fim
Januário de Lima, o Soldado Rogério Carlos Emílio e o Soldado Washington Luiz de Souza Borges e o
Soldado Sérgio Lemos Canuto. A peça teatral chegou a fazer uma grandiosa apresentação no Centro de
Convenções de Brasília, hoje denominado Centro de Convenções Ulysses Guimarães.

Neste mesmo ano surge o 1º Teatro Infantil GTE (Grupo Teatro Ecologia). Não há
qualquer registro do referido Teatro além dos relatos vividos pelos policiais militares que atuaram
diretamente na peça naquele ano. A primeira Revista Ecológica foi criada no mesmo ano e com uma
tiragem de apenas 50 (cinquenta) exemplares. Nenhuma outra foi publicada por falta de recurso
financeiro.

Já a Revista Ecológica se chamava CERRADINHO e continha várias informações sobre as
atividades desempenhadas pela então Polícia Florestal e sobre nosso bioma Cerrado. Na capa da
referida Revista havia o desenho do Lobo Guará utilizando farda camuflada, símbolo do atual Teatro
Infantil Lobo Guará. Antes de serem publicados os seus 50 (cinquenta) exemplares, eram
confeccionadas pequenas resenhas, pequenos folhetos informativos para serem distribuídos à
comunidade de modo a esclarecer e informar sobre pontos diversos a respeito de nosso Bioma Cerrado
e da atuação da CPFlo.

Com o advento do Decreto nº 23.955, de 1º de agosto de 2003, a referida Companhia
passou a se chamar Companhia de Polícia Militar Ambiental-CPMA.

No ano de 2010 a Companhia se tornou o Batalhão de Polícia Militar Ambiental por meio
do Decreto nº 31.793.

Atualmente o BPMA possui um efetivo de 139 (cento e trinta e nove) policiais militares,
sendo quase 100% possuidores de nível superior, com 19% formados em ciências ambientais. Conta
com 75% de seu efetivo especializado com o Curso de Policiamento Ambiental.

Até hoje a Unidade acumula 08 (oito) Cursos de RPFM; 18 (dezoito) Cursos de
Policiamento Ambiental; 04 (quatro) Cursos de Operações Lacustres; 04 (quatro) Cursos de Operações
no Cerrado e 01(um) Curso de Tático Ambiental.

Parabenizo a todos os valorosos policiais militares ambientais que compõem esse
extraordinário Batalhão pela nossa 33ª data natalícia, os quais atuam diuturnamente no
enfrentamento aos danos ambientais e que proporcionam um meio ambiente ecologicamente
equilibrado para as presentes e futuras gerações futuras.

“O meio ambiente é o nosso maior patrimônio, protegê-lo é a nossa missão”.

Candangolândia - DF, 10 de junho de 2021.

FÁBIO PEREIRA MARGARIDO - TC QOPM

Comandante do Batalhão de Polícia Militar Ambiental - BPMA

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